Educação

 Terça-feira, 21.11.2017

 

 
 
PROGRAMA MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – PMAE
 
Pensar em alimentação saudável não significa apenas considerar a ingestão de alimentos ricos em vitaminas e nutrientes, mas também da mudança de hábitos alimentares.
O Município de Cascavel vem assegurando aos seus educandos o fornecimento de alimentação rica, sadia, nutritiva e de qualidade, contando em seu quadro de funcionários cinco nutricionistas para dar suporte a 61 escolas e 52 Centros Municipais de Educação Infantil, onde são servidas aproximadamente 56.420 refeições diárias.
O Setor de Merenda Escolar, oferta atendimento especial às crianças com patologias (diabetes, colesterol, intolerância à lactose, etc...) com acompanhamento nutricional, cardápios diferenciados e produtos específicos para cada patologia.
No ano 2010 o programa de compra da merenda escolar garantiu a absorção de 26 itens de produtores rurais, os quais foram incluídos no cardápio das escolas e CMEI’s, aproveitando o enorme potencial dos pequenos produtores da região.
 
 
DICAS DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
 
Os cardápios da merenda escolar são elaborados de modo a oferecer uma refeição saborosa e adequada, que supra, pelo menos, 20% das necessidades diárias dos alunos. Isto significa garantir que todos os alunos matriculados na rede municipal de ensino, tenham acesso a uma alimentação escolar com:
 
  • Qualidade;

  • Quantidade suficiente para suprir suas necessidades nutricionais no período em que permanecem na Escola ou CMEI;


 
Para que um cardápio seja nutritivo e agradável ao gosto das crianças devemos variar as combinações dos sabores, cores, formas e a consistência dos alimentos. É importante incluir em cada refeição um alimento de cada grupo alimentar: construtores, energéticos e reguladores.
 
 GRUPO ALIMENTAR
FUNÇÃO BASE PRINCIPAL ALIMENTOS

 Construtores

Constroem e reconstroem todo o organismo. Formam as unhas, cabelos, pele, sangue, ossos, músculos, etc.

Proteínas

 Ovo, carne, leite, queijo, soja, frango, peixe e outros.

 Energéticos

Fornecem energia a todas as funções do corpo, como circulação, a respiração, a digestão, etc.

 Carboidratos e lipídeos

 Macarrão, batata, pão, biscoito, farinhas, arroz, feijão, fubá, óleo, manteiga, margarina e outros.

 Reguladores

Contribuem para o equilíbrio orgânico e o bom desempenho das variadas funções dos órgãos e sistemas do corpo humano.

Vitaminas e minerais

Verduras, legumes e frutas.

 
Os hábitos saudáveis de alimentação devem ser incentivados e praticados desde a mais tenra idade. É nesta fase da vida que as crianças para darem conta do desenvolvimento (cognitivo, motor, físico), necessitam de substâncias (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais) contidas nos alimentos. Quando o consumo destes nutrientes é adequado (isto é, ajustado às necessidades individuais), as crianças terão um melhor desempenho escolar e uma maior facilidade de assimilação dos conhecimentos. Com isto o entendimento é maior e o aprendizado se dá de uma forma bem natural e com muita satisfação.

 

 
MATÉRIAS:
 

ALIMENTOS ANTIINFLAMATÓRIOS

Não é de hoje que o homem utiliza os alimentos para fins terapêuticos. Já dizia Hipócrates: "Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio"...
 
Os alimentos antiinflamatórios agem aumentando a nossa imunidade, pois fortalecem nossas defesas e  equilibram o nosso organismo.
 
Veja os alimentos que não devem faltar no plano alimentar para espantar de vez a inflamação:
 
Peixes de água fria: peixes como sardinha, atum, arenque, cavalinha e salmão possuem ômega-3. São fontes de proteína, sais minerais e ômega-3, principalmente DHA (ácido docosaexaenóico), uma gordura da família ômega-3 com potente efeito antiinflamatório.
 
Azeite de oliva extravirgem e óleo de canola: possuem ácidos graxos ômega-3. No organismo, estes ácidos são convertidos em substâncias semelhantes aos hormônios, que reduzem inflamações.
 
Hortaliças variadas: são fonte de fibras, vitaminas, minerais e fitonutrientes, com ação antioxidante e protetora da membrana celular. Fornecem poucas calorias ajudando a saciar e a equilibrar o peso corporal. As principais hortaliças com atividade antiinflamatória são: alho cru, cebola, espinafre, tomate e pimentão vermelho.
 
Frutas: As frutas são fontes de vitaminas e minerais que ajudam a regular as funções do organismo. Estão na lista de nutrientes antiinflamatórios a vitamina C, presente nas frutas cítricas; a antocianina existente nas frutas vermelhas como romã, melancia, cereja, morango e goiaba e a quercetina da maçã, entre outras e frutas que possuem fitosubstâncias com propriedade antiinflamatória.
 
Crucíferas: como brócolis, couve, couve-flor, nabo, rabanete e repolho.  São ricos em sulforafano e outros antioxidantes que ajudam a proteger as células saudáveis dos danos causados pelos radicais livres, auxiliando no combate ao câncer.
 
Cereais: este grupo inclui pão, massa, arroz, trigo, cevada, quinoa, aveia, sempre na versão integral. Tem a função de fornecer carboidratos complexos, fibras e proteína, aumentam o estoque de glicogênio muscular adiando a fadiga. Devido à quantidade de fibras são absorvidos mais lentamente, evitando picos de insulina (excesso de insulina tem ação inflamatória).
 
Leguminosas: são exemplos deste grupo feijão, lentilha, grão-de-bico, soja e ervilha. Fornecem proteínas, carboidratos complexos e fibras solúveis, contém ácido fólico e minerais como ferro, magnésio e potássio.
 
Chá verde: extraído da Camellia sinensis e rico em antioxidantes. Os nutrientes presentes no chá verde favorecem a menor absorção de gordura e a redução do LDL-colesterol, o que reduz o risco para doenças cardiovasculares.
 
Probióticos: os alimentos probióticos, como por exemplo leite fermentado, contêm bactérias que oferecem diversos benefícios à saúde, com destaque para a ação antiinflamatória do intestino. Esses microrganismos colonizam e participam da proteção do aparelho digestório, diminuindo a concentração e a ação de bactérias patogênicas.
 
Oleaginosas: As oleaginosas, apesar de bastante calóricas, podem fazer parte de uma alimentação saudável se consumidas corretamente. Fazem parte desse grupo as nozes, amêndoas, castanhas-do-pará, castanhas de caju e castanhas portuguesas, entre outras. Além de fornecerem gorduras de ótima qualidade (ácidos graxos monoinssaturados) e vitamina E, elas possuem quantidades concentradas de zinco, cobre, manganês, magnésio, selênio e cálcio, minerais importantes com propriedades antioxidantes, entre outras funções.
 
Condimentos: cúrcuma, também conhecida como açafrão da terra e, gengibre – Possuem compostos comprovados em conter proprieades anti-inflamatórias.
 
Chocolate amargo: rico em flavonóides, que diminuem o processo inflamatório, ajuda a inibir a formação de coágulos sanguíneos. Reduzir a inflamação, inclusive, é um dos maiores segredos da longevidade.
 
Porém devemos entender que a inflamação é um processo natural e necessário ao nosso organismo, e não deve ser vista apenas sob o aspecto negativo. Ela se torna essencial, por exemplo, frente à ocorrência de um ferimento ou para proteger contra alguma infecção, servindo de defesa para nosso corpo. A situação só se agrava quando as inflamações passam a ocorrer de modo contínuo, gerando alterações importantes no nosso equilíbrio celular.
 
Assim, é necessário equilíbrio no consumo dos alimentos, sempre priorizando aqueles que contribuem para sua saúde e bem-estar.
         

 

CAFÉ DA MANHÃ

O café da manhã é reconhecido como uma das principais refeições do dia, mas algumas pessoas costumam “pular” esta refeição alegando falta de tempo.
 
Entre a última e a primeira refeição do dia, há um longo período de jejum. Durante o sono o organismo continua trabalhando, em um ritmo menor, para manter as funções vitais como a respiração e a circulação sanguínea. Assim, depois de esgotar a glicose, principal fonte de energia, passa a utilizar o glicogênio das reservas.
 
Durante a noite, o organismo passa um longo período sem receber alimento, por isso, ao acordar, é preciso fornecer energia para a realização das atividades diárias.
 
O café da manhã também é importante para quem deseja perder peso. A realização desta refeição está associada à redução da sensação de fome nas próximas refeições do dia, auxiliando no emagrecimento e na manutenção do peso adequado.
 
Podem-se incluir alimentos de vários grupos nesta refeição, fornecendo importantes e variados alimentos para o organismo:
 
ALIMENTO NUTRIENTE
 Leite, queijos brancos, leite fermentado, iogurte, requeijão. Ricos em proteína e cálcio. As proteínas são responsáveis pelo crescimento, conservação e reparação dos nossos órgãos, tecidos e células. O cálcio contribui para a manutenção da saúde óssea.
Cereal matinal, aveia em flocos, granola Fonte de energia e fibras que auxiliam no funcionamento intestinal.
Pães, bolo simples e biscoitos São boa fonte de energia. Os integrais são também boas fontes de fibra.
Frutas e sucos de fruta naturais Ricos em vitaminas e minerais. Esses nutrientes que participam de diversas reações importantes para o organismo.
Peito de peru, lombinho suino defumado Fonte de proteína, nutriente responsável pelo crescimento, conservação e reparação dos nossos órgãos, tecidos e células.

 

Uma boa dica para driblar a falta de tempo, é planejar o café da manhã na noite anterior, optando por produtos mais práticos e deixando alguns alimentos pré-preparados: frutas picadas com granola e iogurte, por exemplo.
 
Conscientizar-se da importância desta refeição é a primeira etapa para uma alimentação mais saudável.
       

 

A FAMÍLIA COMO FORMADORA DE BONS HÁBITOS ALIMENTARES

Hábito é um comportamento que determinada pessoa APRENDE e REPETE freqüentemente de maneira automática e sem pensar como deve executá-lo. Desta forma, podemos dizer que quando temos o hábito de fazer alguma coisa estamos acostumados a fazer alguma coisa. Muitas das ações quotidianas da vida são hábitos.
 
No caso de hábitos alimentares, não é diferente. Tais hábitos são condicionados desde os primeiros anos de vida. Dados de investigação sugerem que as crianças não estão dotadas de uma capacidade inata para escolher alimentos em função do seu valor nutricional, pelo contrário, os seus hábitos são aprendidos a partir da experiência, da observação e da educação.
 
Podemos dizer também que COMER é diferente de NUTRIR.  Comer é saciar a necessidade de energia do organismo, não necessariamente com os nutrientes que o organismo necessita. Já nutrir é comer com qualidade.
 
Segundo (GANDRA, 2000), estudos mostram que a correta formação dos hábitos alimentares na infância favorece a saúde permitindo o crescimento e o desenvolvimento normal e prevenindo uma série de doenças crônico degenerativas na idade adulta.
 
A formação de hábitos alimentares saudáveis é uma tarefa que envolve o comprometimento de todos os componentes da família, pois só se ensina aquilo que se vive com freqüência.
 
Abaixo, indicamos alguns pontos a serem seguidos para formação de bons hábitos alimentares:
  • Prato colorido: comer é uma ação que envolve também a visão; desta forma um prato colorido é muito mais atrativo que um prato monocromático;

  • Modificar o tipo de preparação: se um alimento oferecido não é aceito, uma boa estratégia é mudar a forma e preparação e oferta do mesmo. Existem várias receitas diferentes onde o alimento pode ser inserido e uma delas certamente agradará o paladar.

  • Variar o cardápio: adicionar ao cardápio preparações como saladas, folhosos (refogados e crus) e legumes, pois melhora o valor nutricional e

  • Fracionamento de refeições: Comer pequenas quantidades, várias vezes ao dia, pois assim manteremos estáveis os níveis de glicose no sangue,

  • Ter o cuidado com as quantidades servidas;

  • Escolher os alimentos, sempre buscando opções mais saudáveis.

  • Não substituir a ingestão de água por sucos ou refrigerantes;

  • Experimentar novos alimentos para descobrir novos sabores;

  • Cozinhar com pouco sal e pouco óleo;

  • Reduzir a quantidade de fritura: fritura aumenta o valor calórico dos alimentos.

 

     PARA REFLETIR.

         Para que as crianças tenham um hábito saudável de alimentação é necessário o exemplos dos pais e/ou responsáveis.

     Carla Patrícia Maffei Mincarone – Nutricionista PMAE - CRN8/3343

 

TEMPEROS: UMA OPÇÃO PARA DAR SABOR AOS ALIMENTOS

Além de dar um gosto especial à comida, os temperos podem ser fortes aliados da saúde. Alguns como o alho e a cebola tem até mesmo comprovação científica de seus benefícios.
  • ALHO: contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Também contribui para diminuir o risco de doenças cardiovasculares e na prevenção de alguns tipos de câncer.

  • CEBOLA: auxilia na manutenção da glicemia e dos níveis de colesterol sanguíneos. Contém quercetina, um composto antioxidante que ajuda a prevenir o câncer.

  • SALSINHA: é rica em vitaminas A e C. Além disso, por ser um diurético natural atua nos distúrbios urinários.

  • PIMENTA: ajuda a prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue. Por possuir uma substância termogênica (capsaicina), seu consumo promove um aumento da taxa de metabolismo. Em outras palavras, esse condimento ajuda a emagrecer, ao acelerar a queima de calorias.

  • AZEITE DE OLIVA: na onda das dietas ricas em gorduras do bem, o azeite faz o maior sucesso e não é por acaso: rico em vitamina E, antioxidante essencial a saúde, ele compõe o grupo das monoinsaturadas, que fazem bem para saúde do coração.

  • VINAGRE: tem propriedades importantes como baixo valor calórico e substâncias antioxidantes que o tornam um coadjuvante contra a hipertensão e a má digestão.

  • IMPORTANTE: para que uso dos temperos tenha efeito na sua saúde, é preciso que seja associado à alimentação equilibrada e a uma rotina de exercícios físicos.

 

SÓDIO NA ALIMENTAÇÃO

O consumo excessivo de sal facilita a retenção de líquidos que interfere no funcionamento do sistema nervoso simpático, que controla os movimentos involuntários (como a contração dos vasos sanguíneos). Por vias indiretas, portanto, comer sal a mais contribui para subir a pressão arterial. Se a pessoa somar outros fatores de risco para a elevação da pressão, poderá se tornar hipertensa.
 
 
Diferença entre sal e sódio?
 
Embora sejam usadas com sinônimos, não são a mesma coisa. O sódio (Na) é um mineral que se liga ao cloro (Cl) para formar cloreto de sódio (NaCl), este sim é o sal de cozinha (pó branco “salgado”). O sal é somente uma, porém a maior fonte de sódio.
Quando ultrapassamos a recomendação de 2.400 mg sódio por dia, podemos reter líquidos e aumentar a pressão arterial. O sódio pode estar oculto nos alimentos, aprender a ler o rótulo é uma maneira de identificar este inimigo. O sódio é um ótimo conservador para os alimentos, por isso está presente nos alimentos industrializados, principalmente aqueles com vida de prateleira longa, ele pode ser encontrado nos rótulos associados a outros nomes como: (glutamato, sacarina, ciclamato, caseinato, citrato, propionato entre outros). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) considera não saudáveis os alimentos que contêm mais de 400 mg de sódio para cada 100 g do produto.

 

         Dicas para redução do sódio na alimentação:

         Fazendo compras...
         1) Leia o rótulo dos alimentos
         2) Evite os alimentos industrializados, prefira os naturais
         3) Evite os enlatados e embutidos
         4) Coloque na sua lista de compras vegetais frescos em abundância
         Cozinhado...
         5) Reduza a quantidade de sal na comida
         6) Não utilize temperos prontos
         7) Abuse das ervas naturais para realçar o sabor dos alimentos
         Durante as refeições...
         8) Não coloque o saleiro à mesa
         9) Não utiliza molhos e condimentos para temperar a salada
         10) Evite os sucos em pó ou refrigerantes, prefira os sucos naturais

 

         Alimentos Ricos em Sódio e que devem ser evitados:

  • Alimentos industrializados em geral ("ketchup", mostarda, shoyu, caldos concentrados);
  • Carne salgadas ou defumadas, charque, embutidos (lingüiça, salsicha, mortadela, presunto, salame, etc.);
  • Peixes salgados (sardinha, anchova, atum e aliche em lata, bacalhau, defumados, etc.);
  • Queijos amarelos e curados, queijos cremosos;
  • Temperos prontos, Molhos industrializados, Pimenta vermelha, Molhos à base de maionese, Aditivos (glutamato monossódico) utilizados em alguns condimentos e sopas de pacote.
  • Adoçantes a base sódio,
  • Bebidas alcóolicas, Refrigerantes em geral (inclusive diet/light), Bebidas energéticas, Sucos artificiais;
  • Pães fermentados ou roscas feitas com sal, Pães de preparo rápido ou bolos, feitos c/ fermento em pó, Bicarbonato de sódio, sal ou feitos com misturas comerciais;
  • Cereais enriquecidos ou de cozimento rápido; Cereais secos;
  • Bolachas cream cracker, Pipoca salgada;
  • Conservas (picles, azeitona, aspargo, palmito), Enlatados (extrato de tomate, milho, ervilha);
  • Batatas Chips (salgadinhos em geral);

 
         A CRIANÇA QUE NÃO COME

         Uma queixa comum dos pais é a de que seus filhos não comem.

         Inicialmente a criança deve passar por avaliação médica para verificar se possui alguma doença que esteja causando a falta de apetite.

         Assim, caso o médico constate que não há nenhuma patologia associada, a pergunta continua na cabeça dos pais: qual é o motivo da falta de apetite?

         Leia a matéria completa aqui

 
ESTRUTURA:
 

         FROTA - O setor de Merenda Escolar, conta com uma frota de 04 caminhões, sendo um frigorífico para transportar carnes e iogurte, 01 veículo Fiat e 04 equipes que executam serviços externos.