Notícias

 17.10.06 - 00h00

SEMUC - Maurício Leite fala sobre 6º Encontro de Bateristas

Quatro ícones da bateria nacional estarão em Cascavel neste fim de semana, quando participam do Encontro de Bateristas RMV, realizado dentro da programação do 17º Festival de Música de Cascavel. Em sua sexta edição, o evento traz para a cidade Ebel Perrelli, Rui Motta, Paulo Braga e Maurício Leite, que realizam workshops e apresentações nesta sexta e sábado, no Centro Cultural Gilberto Mayer. Um dos bateristas, Maurício Leite, que já está na cidade ministrando oficina de bateria no Festival de Música, diz que a retomada do evento para o antigo formato – em 1998 o Encontro de Bateristas foi transformado em Cascavel Jazz Festival -, é um momento ímpar para cidade, pois reforça o seu potencial na área da música instrumental. “Além da troca de informações e aperfeiçoamento nos workshops, durante os dois dias de evento, o público poderá conferir a apresentação de quatro linguagens diferentes”, explica. Segundo ele, ao longo destes anos, o encontro conquistou além de público cativo, lugar de destaque no cenário musical nacional mantendo a característica de reunir nomes consagrados, tanto pela atuação solo quanto ao lado dos maiores expoentes da música nacional e internacional. “São nomes de peso. Paulo Braga, por exemplo, tocou com Tom Jobim, Elis Regina, Tim Maia, Milton Nascimento, Ivan Lins, entre outros. Ebel e Rui Motta (ex- Mutantes), também têm um trabalho fantástico”, diz. Com relação aos workshops, Maurício é enfático. “Como a informação ainda é muito restrita, apesar da internet, os workshops são o único meio de comunicação entre o público e este tipo de informação mais específica, de instrumento, de técnica. Não existe outro caminho. Somente neste ano já fiz mais de 40 encontros como esse, sendo mais de 70% no Sul do País”, conta, lembrando que a cada aula instiga os alunos a pesquisarem outras fontes. “Não dá para aprender a tocar em uma semana, por isso a necessidade do estudo constante”, enfatiza. O Encontro de Bateristas é uma promoção da RMV Baterias e Tambores do Sul, com o apoio da Prefeitura de Cascavel, através da Secretaria da Cultura. Para assistir às apresentações basta levar um brinquedo novo, que será doado para entidades assistenciais. PROGRAMAÇÃO - Todas as apresentações acontecem no Centro Cultural Gilberto Mayer, a partir das 20 horas. No dia 20 (sexta-feira), o show fica por conta de Mauricio Leite e Rui Motta, e, no dia 21, Ebel Perrelli e Paulo Braga. Paralelamente, os bateristas realizam workshops na Sala Ana Botafogo (CCGM). De acordo com a programação, no dia 20, das 14 às 16 horas, Mauricio Leite aborda o tema “Rock e fusion” e das 16 às 18 horas; das 16 às 18 horas, Rui Motta fala sobre independência e música. No dia 21, das 14 às 16 horas, Ebel Perreli ministra workshop sobre ritmos brasileiros e suas aplicações contemporâneas e das 16 às 18 horas, Paulo Braga, fala sobre ritmos brasileiros, fusões e suas aplicações em estúdio. “Serão dois dias de muita aula e apresentação de grandes nomes consagrados da bateria brasileira”, explica o gerente de Ação Cultural da Secretaria da Cultura, Ricardo Bulgarelli. OS BATERISTAS EBEL PERRELLI - Graduado no Musicians Institute of London, onde concluiu o One Year Diploma Course, em 1993. Em 1998, participou do Zildjian Day Recife, ao lado de Manu Katche. Vencedor do IV Batuka Music Festival em 1999, na categoria improvisação. Atualmente é professor do Conservatório Pernambucano de Música e toca com o cantor e compositor Nando Cordel. RUI MOTTA - Nascido em 15 de julho de 1951 em Niterói, RJ, Rui Motta - baterista autodidata e compositor, estudou harmonia e piano. Em sua carreira profissional gravou centenas de músicas com grandes nomes do cenário brasileiro e de outros países, tocando em outras centenas de shows e workshops no Brasil e exterior. Possui sete métodos musicais editados, três CDs solo e um vídeo. Com atuação didática na área rítmica da música, inaugurou, em 2006, a Oficina de Bateria Rui Motta. Participou ativamente dos movimentos iniciais do rock nacional nos anos 60, tocando em festivais e "concertos" de rock com as bandas Veludo Elétrico e Sociedade Anônima. Com esta fez as primeiras gravações de estúdio para a novela "O Homem que deve morrer" da TV Globo e um compacto simples para a Som Livre. O grupo concorreu no Festival Internacional da Canção (FIC) de 1971, que era o maior evento musical do país. Como músico de apoio Rui Motta trabalhou com Ney Matogrosso, Marina, Moraes Moreira, Zé Ramalho, Sá & Guarabyra e outros. Em 2005 tocou uma temporada com Erasmo Carlos, Wanderléa, Golden Boys e Vanusa, num projeto do CCBB. Com vasta experiência de estúdio, gravou com artistas e músicos como João do Valle, Jorge Mautner, Alberto Camerini (na Itália), Fernando Moura, Wando, Dulce Quental, Renato Teixeira, Amelinha, Ednardo e muitos outros, em mais de trezentas gravações. Nos anos 80 integrou as bandas Via Láctea, Trapézio, Etiketa, Gang 90 e KGB. Em 1984 gravou o disco "Till we Have Faces", do guitarrista inglês Steve Hackett (ex- Genesis), editado na Europa e Japão. Com o primeiro disco solo – Mundos Paralelos – de 1992, foi indicado para o Prêmio Sharp. Neste ano formou seu grupo - Rui Motta & Banda. Um ano depois teve seu primeiro método editado - Bateria em Todos os Níveis - que vem a ser um marco no catálogo nacional do setor, inaugurando uma série de edições, num total de sete até o momento, fruto de um esforço contínuo para criar e sistematizar a tecnologia envolvida na execução da bateria. Os livros seguintes, todos da Editora Vitale, são: Com os livros Rui Motta fez a união do perfil artístico com a consolidação de uma didática, e mostra esse trabalho nos workshops e cursos que ministra nos Festivais e Encontros de Bateristas como os de São João Del Rei, Domingos Martins e Cascavel. Em 1997 a C. Ibañez, fábrica de baquetas radicada no sul do país, lançou um modelo exclusivo com sua assinatura, o 1002 Rui Motta. Em 1998 produziu e lançou o "Rui Motta Vídeo-Workshop", onde explora as possibilidades técnicas e artísticas da bateria, colocando em prática a idéia de fazer um vídeo no formato de workshop. No ano 2000 produziu e gravou o CD Sinestesia, com músicas e arranjos próprios, destinado à empresa Ceratti. Seu terceiro CD - Ilusão Motriz - indicado para o Prêmio TIM, saiu em 2003. A música Múltiplos Desejos deste disco também está no DVD áudio "Brazilian Jazz", editado nos E.U.A. Em 2003 co-produziu o CD do livro "Para ouvir, tocar e cantar" de Daniel Azulay, editado pela Vitale. Rui Motta também fez a produção dos seus dois últimos discos, além dos CDs que encartam seus livros e o CD "Rio Acima", banda radicada no Vale do Paraíba, SP. No Rio de Janeiro mantém a Oficina de Bateria Rui Motta, escola inaugurada em 2006, voltada para o ensino da bateria e percussão. PAULO BRAGA Paulo Braga é conhecido como um inovador e pai da bateria moderna brasileira. Sua carreira musical e acompanhada por muitos bateristas brasileiros e estrangeiros. Ele nasceu na Zona da Mata de Minas Gerais, em uma pequena cidade no coração do Brasil chamada Guarani. Cedo mudou-se para Belo Horizonte e depois para o Rio de Janeiro. Por mais de três décadas ele gravou e se apresentou com as maiores lendas brasileiras, incluindo Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) com quem gravou e fez tours por quinze anos. Paulo mudou para Nova York em 1995 e continuou a marcar sua presença na cena Jazz Pop internacional com frequentes tours para Europa e Japão. Paulo gravou e tocou durante dois anos com um dos grandes saxofonistas de jazz, Joe Henderson. Com ele, gravou dois cds: “Double Rainbow” e “Joe Henderson Big Band”. Em Nova York teve encontros musicais com Pat Metheney, David Sanborn, Michael Brecker, Gil Gondestein e participou da banda “All Star Band” no Telonious Monk Institute of Jazz em Washignton DC com Eliane Elias, Naná Vasconcelos, Flora Purin, Airto Moreira e Lee Ritenoir. O Paulo gravou alguns dos mais importantes álbuns da MPB como: “Passarim”, “Inédito” e “Antonio Brasileiro” de Tom Jobim; “Bala com Bala”, “Montreaux ao Vivo” e “Elis Regina e Tom” de Elis Regina; “Milagre dos Peixes” (no estúdio) e “Minas” de Milton Nascimento; “From Tom to Tom” de Toninho Horta. “Mãos” e “Ivan Lins” de Ivan Lins; “sou Eu” de Simone; “Flor de Liz”, “Luz” e “Curumim” de Djavan; e no primeiro álbum de Tim Maia, as músicas “Primavera”, “Azul da cor do Mar”, “A Festa de Santo Reis”, “Sossego” “Do Leme ao Pontal”, “Coronel Antônio Bento” entre outras. Em 2005, gravou o álbum “Falando de Amor” de Famílias Caymmi e Jobim”., entre muitos outros. Em 2004, foi lançado, em DVD, o Programa Ensaio, produzido pela TV Cultura, Elis Regina MPB Especial – 1973, em que Paulo tocou junto de Luizão Maia e César Camargo Mariano. A partir de outubro de 2005, Paulo passou a dividir seu tempo entre Nova York e Brasil, começando um novo projeto com Paulo Jobim e Daniel Jobim que juntos formam O Jobim Trio e também esta trabalhando no seu segundo cd solo que será lançado até o final de 2006. Paulo lançou também, em 2003 seu cd solo, “Grooveland”, com composições próprias. Atualmente, ele tem feito vários shows com base nesse trabalho. MAURÍCIO LEITE Maurício iniciou seus estudos em 1984, tendo estudado com Flávio Pimenta, Armando Tibério Jr. e Lilian Carmona. Participou de diversos cursos livres, clínicas e aulas individuais com artistas internacionais como David Garibaldi, Tony Williams, David Weckel, Dennis Chambers e Virgil Donati. Começou a atuar em casa noturnas e bandas de baile em 1987, desenvolvendo um longo aprendizado prático e acumulando experiência. Profissionalizou-se definitivamente em 1990 junto ao grupo Classic Band, com quem em 04 anos, realizou mais de 500 apresentações em bares, casas de shows e eventos especiais por todo o país. Durante este período, também atuou como "free lancer" tocando com artistas de estilos diversos como: Roy Stephay (Menudo), Brincolado, Fernando Figueiredo, Silvana Stiévano, Sérgio Basbaun, Os Mulheres Negras (show de lançamento do 1º CD), entre outros. A partir de 1994, investe seu trabalho na área instrumental, no campo didático e em gravações. Em pouco mais de sete anos, Maurício Leite gravou com Rossana Torres, Green Stuff, A Casa Caiu, Sydnei Carvalho, Banda Jennifer Suellen, Mello Jr. (ao lado de nomes como Sérgio Buss, Zuzo e do grupo norte americano Nu Beginnings), Valmir Tavares, David Lustick (USA), Odair e Júnior, FKC, Stay Puff, Márcio Falchet, Tuareg e Vehlotrol. Assina mais de cem artigos técnicos (clínicas, resenhas e testes) para as principais publicações especializadas do país: Modern Drummer, On & Off, Tok Prá Quem Toca, Top Rock, Paranadiddle, Drum Shop Lines, Mixer, Pearl News, Abe News, Drummer, Tambores News e Batera. Nas revistas Modern Drummer, On & Off e Batera, participou do conselho editorial e atuou como editor adjunto em algumas edições. Junto ao Coralusp (USP), participou do espetáculo "O Trágico e o Mágico" (Grupo Zimana). Participa constantemente dos principais eventos e encontros de bateristas realizados no país. Em 1996, lançou sua primeira vídeo aula "Técnica! Conceitos e Aplicações", tendo excelente aceitação da crítica, com artigos publicados em destaque nas revistas Back Stage, Modern Drummer, On & Off, Batera e jornais de diversas cidades brasileiras e contando também com grande sucesso de público. Sua venda é considerada recorde no mercado de vídeo aulas, com mais de 15 mil unidades vendidas, em três edições. O reconhecimento de seu trabalho e aprimorada técnica, levam à realização de constantes clínicas, workshops e shows solo pelo Brasil, com a média de 40 apresentações anuais. SERVIÇO Evento: Encontro de Bateristas Local: Centro Cultural Gilberto Mayer Data: 20 e 21 de outubro Horário: a partir das 20 horas Ingresso: um brinquedo novo Informações pelo telefone 3902-1369 ou 9966-7943 (com Ricardo) Jornalista responsável Rejane Martins – (45) 9966-2475 Estagiário de jornalismo Evandro Karvat – (45) 9934-1527

 Imprimir   Enviar por email   Comunicar erro   Receber Notícias  Compartilhe:  Compartilhe no Twitter  Compartilhe no Facebook  Adicione aos favoritos no Google

» Notícias Recentes

» Notícias Mais Acessadas